Mais estranho que a ficção

Desculpem o descaminho. Estou organizando minha vida digital. É algo necessário. Meus feeds, por exemplo, precisam de uma boa atualizada. Então, meu encontro com a blogosfera só chega em abril.

Não sumi. O ritmo diminuiu, mas posso ser encontrado nas mídias sociais. É por lá, por exemplo, que você acompanha minha mostra pessoal de documentários. Nesse mês, é o que basicamente irei ver. Serão dois títulos por dia. É um desejo antigo que encontrou a universidade. Meu projeto de pesquisa no mestrado enfoca documentário e cibercultura (outro dia fala sobre).

Os melhores filmes ganham comentários no Instagram: instagram.com/charlescade. Já tudo que estou vendo vai parar no Getglue: getglue.com/charlescade. Estrelas indicam o grau de satisfação que os filmes me deram.

No final, farei uma lista com os melhores. O projeto ainda está no início, mas o lindo Sem Sol, que nesse ano completa 30 anos, certamente será incluído. Abaixo, a parte inicial do filme.

Escape from Tomorrow

Vídeo

Randy Moore escolheu como locação de seu filme o playground de Mickey Mouse. De tom crítico ao universo Disney, Escape from Tomorrow (trecho acima) foi produzido em sigilo; ao longo de 3 anos, o cineasta realizou filmagens clandestinas no parque de diversões do conglomerado de entretenimento. Anda fazendo barulho no Sundance 2013.

Deve virar caso de justiça. Para a New Yorker, Escape from Tomorrow remete à série fotográfica Food Chain Barbie (“Cadeia Alimentar da Barbie”), de Thomas Forsythe. No final da década de 1990, o artista mostrou Barbie sob ataque de vários aparelhos vintage. O objetivo era criticar o mito da beleza convencional e a aceitação social das mulheres como objetos. A Mattel, que produz a boneca, processou Forsythe por violações de direitos autorais.