Projeto Reconectar

Um dia offline. Essa é a proposta do projeto Reconnect. Em 2 de setembro, corte o sinal de suas traquitanas eletrônicas e se lance em atividades ao ar livre. A ideia da iniciativa é liberar a mente para produzir criativamente.

Não se trata de uma movimento anti-cibercultura. Você pode, por exemplo, tirar fotos. Só não deve publicá-las no Instagram. No dia seguinte, visite a página do projeto no Facebook e compartilhe sua experiência.

Lembra uma campanha da MTV e a propaganda Desconectar para conectar (vídeos abaixo). Entretanto, o Reconnect tem uma pegada mais focada na produção autoral, e não apenas no consumo de outras mídias ou na socialização.

“Você sacou a minha esquizofrenia / E maneirou na condução”

“Temos TV e som de alta resolução, caixas potentes. E assistimos a vídeos no YouTube e escutamos MP3 tosco. Estamos no auge da técnica e na decadência da resolução.”

Tulipa Ruiz, cantora. Para ela, “o download é o começo da relação entre artista e público”, Por isso, a artista disponibiliza seus discos, Efêmera (2010) e Tudo Tanto (2012), para serem baixados gratuitamente. O mais recente surge logo na entrada do site oficial da cantora: http://www.tuliparuiz.com/. Abaixo, uma das canções mais conhecidas de Tulipa Ruiz, Só Sei Dançar Com Você.

Como trazer agilidade para as redações?

Os desenvolvedores de software apontam o caminho. Essa é a tese do blog Journalism.co.uk, que ouviu muitos profissionais responsáveis pela área digital de diversas publicações.

Martin Belam, que conduziu a divisão de UX (experiência do usuário) no Guardian e que agora faz parte da consultoria digital Emblem, vê similaridades entre jornalistas e programadores. Como o ciclo de melhoria e aperfeiçoamento na qual uma publicação impressa lança mais de uma edição do jornal no mesmo dia, trazendo novidades ou alterações em relação ao que foi divulgado anteriormente. Entretanto, faz uma ressalva:

“A coisa mais difícil para as organizações de notícias é o fato de que suas atividades nunca são desenvolvidas com agilidade. E, embora você possa dizer que o processo noticioso nunca termina, há um layout final e o design de uma página a ser enviado para impressão.”

Partilha criativa

O YouTube convidou, através do seu blog, os usuários do serviço a remixar os 4 milhões de vídeos licenciados com Creative Commons (CC). O texto -assinado por Cathy Casserly, CEO da CC- é acompanhado de um vídeo, que abre esse post.

Para quem quer abrir suas produções autorais para a apropriação inventiva, o YouTube traz uma seção específica sobre o assunto.

Produzindo jornalismo por acaso

Muitas pessoas estão se acostumando a utilizar o Twitter como fonte de notícias de última hora. [...] Mas é fascinante se deparar com novos exemplos de como a rede de informação em tempo real pode ser usada para relatar fatos no calor do momento, seja jornalista profissional ou quem produz o que Andy Carvin, da NPR, chamou de “atos aleatórios de jornalismo.” [...] sinal de como a mídia social está mudando a forma como consumimos e produzimos jornalismo.

Mathew Ingram, redator do blog GigaOM, comenta caso recente em que um integrante do Reddit reuniu, numa reportagem sobre tiroteio em Toronto, tuítes das pessoas que participaram e mais tarde tornaram-se vítimas do incidente.

Ingram cita também ótimos links de análises sobre a cobertura em tempo real utlizando mídias sociais, como a que serviu de inspiração para o título desse post.