O já clássico discurso de Neil Gaiman (vídeo no final do post; tradução aqui) ganha versão em quadrinhos.
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Kickstarter #1
Acima, trailer de Blue Like Jazz, filme que já passeou por esse blog e que estreou na sexta passada, nos EUA, em mais de 100 salas. O projeto teve risco de não ser realizado, quando financiadores abandoram a produção. Foi aí que dois fãs lançaram uma campanha no Kickstarter. Quatro semanas mais tarde, Blue Like Jazz havia levantado o triplo da meta.
Essa é apenas uma das belas histórias que o Kickstarter tornou possível. O serviço de financiamento coletivo publicou uma lista com os projetos mais bem-sucedidos, em termos de arrecadação, da sua história. Em ordem cronológica, a lista traz iniciativas como gravações de disco, ensaio fotográfico, livro sobre a campanha presidencial de Obama, rede social que não retém dados dos usuários (Diaspora), jogo eletrônico (Double Fine)…
cinema pós-industrial
“Em contraposição ao modelo dos polos de produção – grandes centros que concentram uma infraestrutura cinematográfica baseada em estúdios de produção -, a acessibilidade das tecnologias digitais apontou para um modo de produção baseado em redes, em que pequenos nódulos de produção são interligados através de relações fluidas, baseadas na flexibilidade e no dinamismo dos novos modos de produção. Existe, portanto, uma multiplicação de pequenos átomos de produção, gerando um acentramento dos processos de produção. Enquanto os polos se baseiam numa concentração geográfica, que geraria economias de escala e de escopo (Hollywood, Vera Cruz, Projac), as redes se estabelecem através de relações dinâmicas, de baixo custo e alta flexibilidade. Reduzindo enormemente os custos fixos, este modelo alternativo de produção se estrutura através da circulação dessas obras, possibilitada especialmente pela internet (YouTube, Vimeo) e pelos circuitos de difusão não-comerciais (cineclubes, festivais, itinerâncias). Ou ainda, em contraposição a um modelo de produção industrial, existe um cinema pós-industrial, conforme a expressão utilizada por Cezar Migliorin, realizado em regime colaborativo, à margem dos sistemas oficiais de legitimação.”
Futuro em jogo
Os game designers Ron Gilbert e Tim Schafer debatem os rumos dos jogos de aventura. A conversa aconteceu um pouco antes de Schafer arrecadar a verba, via Kickstarter, para seu novo jogo eletrônico.
É o financiamento coletivo (crowd funding) alcançando o desenvolvimento de games. Há, inclusive, um serviço de mecenato social específico para o setor: 8-bit Funding.
A arte de contar histórias
David Shiyang Liu criou uma bela apresentação visual para as palavras do radialista Ira Glass sobre storytelling e indústria criativa.
Para Glass, coragem é o que separa o simples bom gosto da grande obra. Além disso, a única maneira de preencher a lacuna entre habilidade e ambição é se dedicar ao trabalho.
O áudio completo está no YouTube, fatiado em quatro pedaços.
Fugazi: (800) vezes ao vivo
Entre 1987 e 2003, a seminal banda punk Fugazi fez mais de 1000 concertos em todo o mundo. Mais de 800 desses shows foram gravados por engenheiros de som do grupo. No Fugazi Live Series A-Z, você pode ter acesso a grande parte desse material: áudio, fotos disponíveis, flyers e informações em geral. Muito foda.
Expressão audiovisual descentralizada
Essa ideia expressa pelo Godard de que o cinema morreu diz respeito a uma ideia específica de cinema. E mesmo esse cinema não morreu. Ele continua fazendo muito sentido, produzindo obras incríveis. A questão é que ele compete hoje com muitas outras práticas de expressão audiovisual. O que ele vê como “morte” é apenas um deslocamento: o “cânone” ocupa mais um lugar central, ele muda de posição, passa a conviver com outras formas, fica descentralizado. Mas mesmo assim, dentro dessa nova posição, não significa que tenha perdido vigor. Nunca se produziu tantos filmes ou tanta música. Esse momento atual representa também uma explosão de criatividade.
6 regras de design para criação de cartazes
Roube como um artista
Steal Like An Artist, de Austin Kleon, um guia ilustrado para a criatividade na era digital. Chega, nos Estados Unidos, dia 28 de fevereiro. Abaixo, ótima palestra com o autor do livro.
Streaming: de locadora a tv com conteúdo próprio
Acima, videocast fala sobre Lilyhammer e Battleground, produções que chegam primeiro via sites de vídeo por demanda (Netflix e Hulu, respectivamente).
Serviços de streaming de dados (aperte o play e assista/escute online, sem necessidade de baixar o arquivo) podem virar uma ótima opção para o consumidor. Não apenas pela comodidade da proposta (assista via computador, celular, tablet…), mas por ampliar as opções de conteúdo.
Lilyhammer chega simultaneamente para diversos mercados. Brasil, muitas vezes esquecido, é um dos destinos. Ademais, a Netflix trouxe para América Latina, antes das tradicionais emissoras de tv, a série britânica The Hour.
Seria uma ótima oportunidade comercial investir nessas lacunas. Mapear atrações televisivas que não são exibidas (ou que chegam com com grande atraso) para além do seu país de origem. Observar os campeões de audiência via pirataria não apenas para reprovar essa prática dos consumidores, mas para descobrir justamente os anseios do público. Claro, isso exige mudança de mentalidade. E investimento. Já falei sobre o assunto antes.
Lilyhammer é só o primeiro passo da Netflix na produção de conteúdo original. A empresa resgatou a ótima sitcom Arrested Development (novos episódios previstos para 2013) e lançará, na segunda metade desse ano, a série House of Cards, drama estrelado por Kevin Spacey.
A Netflix não está só. YouTube e Huffington Post devem investir em vídeos inéditos e produzidos por profissionais.





