etiqueta, a “pequena ética”

Convencer alguém a mudar de ideia não é algo comum em nosso tempo. Basta uma semana nas redes sociais para perceber: […] a maioria está ali para confirmar certezas prévias ou se irritar com quem diz o contrário.

Uma radicalização que também nasce do meio: para que os palpites sejam ouvidos entre tantas vozes, a tendência é que o adjetivo prevaleça sobre o termo exato, a ênfase sobre a ponderação, as regras generalizantes sobre as nuances que tiram a graça e o colorido das frases e slogans.

Num cenário assim, não é difícil adotar um tom nostálgico ou apocalíptico. [...] Prefiro seguir achando que a humanidade não mudou tanto: apenas passamos a ouvir, graças a uma tecnologia muito mais benéfica que perniciosa, que criou possibilidades infinitas de compartilhamento de informação, as conversas antes restritas a botecos.

[…] Pensar com liberdade, o melhor atalho para identificar o lado certo numa disputa, passa por ouvir e aprender com vozes dissonantes. Mesmo que o timbre delas seja mais frequente em zoológicos, penitenciárias e hospícios.

Michel Laub, em texto que inaugura sua coluna quinzenal na Folha. Começou bem.

Voyeurismo moderno

We have begun to pollute and desecrate and cheapen all of our experiences. We are creating neat little life-boxes for everything, all tied up with a geo-tag, a photo, a check-in; our daily existence transformed into database entries in some NoSQL database on some spinning disk in some rack in suburban Virginia.

The end-game is this. Slowly, gradually, without realizing: we stop participating in our own lives. We become spectators, checking off life achievements for reasons we do not know. At some point, everything we do is done soley to broadcast these things to casual friends, stalkers, and sycophants.

— Ted Nyman, The Horrible Future of Social

Pequenas empresas: como usar o Twitter de forma corporativa

Agende suas mensagens. Retuíte material de outras pessoas. Limite o número de caracteres (120 é o novo 140). Crie listas no Twitter. Compartilhe conteúdo original. Não esqueça das mensagens mais pessoais também. Quando responder a outros usuários, adicione “.” antes de @nomedousuário. Construa seu conteúdo em torno de uma hashtag relevante para sua indústria e público-alvo. Procure conhecer-se: faça pesquisas diárias com o nome da sua empresa no Twitter e descubra menções. Crie um Tweetchat: convoque seguidores em torno de um tema comum. Defina uma hashtag corporativa, dia e hora da semana e converse sobre esse assunto específico.

Achei no Huffington Post.