O novo jornalismo cultural

“Estudantes podem ser atraídos justamente pelo apelo do novo e desconhecido. O aspecto mais excitante do futuro do jornalismo cultural é que ele será híbrido, se alimentará de várias fontes de inovação e energia. Crítica e reportagem serão financiadas através de publicidade, licenciamento, redes sociais, doações, locação de espaço digital, permuta etc. Limites entre escritores e o público, canais de comunicação e círculos profissionais se misturarão de forma preocupante e esperançosa. A nossa noção do que seja uma “publicação sobre artes” ou “jornalismo cultural” serão moldadas através de novas relações entre as artes, a mídia e o público”.

Trecho de artigo de András Szántó. Para ele,  o jornalismo cultural não está acabando, mas sim migrando para a internet.  Mais do que nunca, as pessoas estão lendo e escrevendo sobre cultura, por causa da web. Segundo o indexador de blogs Technorati, são 185.000 blogs culturais. Há os mais focados em crítica, outros em trazer as novidades do setor.

Localmente, esses blogs podem fazer um trabalho relevante, até porque lançam luz sobre pautas que não entraram em outros meios de comunicação, seja por falta de tempo ou espaço.

Todavia, do ponto de vista do artística, ganhar visibilidade está mais difícil. Pelo menos é o que acredita Juan Cruz, jornalista espanhol que participou do 1º Congresso de Jornalismo Cultural, realizado em maio, em São Paulo. Segundo ele, “para um artista jovem se destacar nos dias de hoje, é preciso que aconteça com ele algo surpreendente e não necessariamente relacionado à sua obra”.

Cruz acredita que “os cadernos de cultura estão ficando todos iguais. Os nomes reverenciados são sempre reverenciados e a novidade tem pouco espaço. Isso é um fenômeno mundial.”

Foto via Flickr de Ben Heine

A batalha pela supremacia do SEO: Google x Facebook

Enquanto alguns comentam a disputa entre Google e Microsoft, a verdadeira batalha ocorre entre o Google e o Facebook. É o que defende o blog Inquisitr. Atualmente, o Google domina 82% do mercado mundial de buscas. Os dados são da Net Applications.

Entretanto, se o gigante das buscas investe em algoritmos, que ajudam a encontrar o que há de mais relevante na internet, a maior rede social do mundo quer ser a sua “casa” online, com ênfase no poder do boca-a-boca. Compartilho arquivos (vídeos e imagens) e busco nos meus contatos referências para aquisição de produtos, recomendação de profissionais etc.

Ademais, não preciso sair da rede social para conversar com meus contatos, posso acessar o Facebook através de dispositivos móveis e ainda compartilhar conteúdo de outras redes sociais.

O Facebook possui uma gama enorme de arquivos, de vídeos a imagens, cujo acesso os cadastrados definem. O site possui mecanismos de privacidade mais eficientes que o Orkut. Ou seja, há grande quantidade de material não rastreada pelos mecanismos de busca.

Curiosamente, o MySpace, uma das grandes redes sociais cujo conteúdo é possível ser acessado sem que seja necessário ser cadastrado, enfrenta tempos difíceis. A empresa está fechando muitos escritórios internacionais , reduzindo sua força de trabalho no exterior de 450 para 150 pessoas. O Brasil foi afetado. As operações no país podem ser encerradas no mês que vem. O MySpace já foi a maior rede social online do mundo.

Acredito que Google e Facebook oferecem propostas distintas para se obter informações online. Muitas vezes, funcionam como serviços complementares. Ademais, não são os únicos. Há diversos recursos online para o mesmo fim. Da mesma forma que no “mundo real” não existe apenas um caminho para se chegar a um destino.

A internet é permeada por debates superlativos. O blog, por exemplo, está sempre sendo ameaçado. Recentemente, alguns especialistas apontavam que ele estava sendo afetado pelo RSS. Hoje, o algoz dos blogs seria o Twitter.

Imagem via Flickr de kylebuza

As novas vozes da comunicação

“O julgamento das notícias está mudando? Sim! Pela primeira vez, podemos nos conectar diretamente com cidadãos que podem ser fontes confiáveis, além das cabeças falantes e rostos bonitos que servem como âncoras de notícias”

Rick Sanchez, apresentador da CNN, na 140 Characters Conference (#140conf).

Atualmente, a internet é o meio mais popular nos EUA para se obter notícias. Mais da metade dos entrevistados escolheram a grande rede. Em seguida, surge a TV, com 21%. Rádio e jornais aparecem em terceiro, empatados com 10%. Os dados são da Zogby Interactive.

Imagem via Flickr de mfophotos

Twitter e política

“Usar o Twitter como divulgador de releases é um erro. A internet é um ambiente de ideias, de autoalimentação”

A Deputada Federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) fala sobre a necessidade de utilizar a ferramenta de mensagens curtas eficientemente. O Link dessa semana versa sobre Twitter e política. Para quem quer saber mais sobre o assunto, o site PoliTweet (http://www.politweets.com.br) reúne perfis de políticos brasileiros.

Em tempo: sobre a utilização da internet em campanhas eleitorais, há novidades. Ao contrário de anos recentes, deverá ser permitido demonstrar apoio via mídia social, bem como será possível fazer doações online, vide modelo bem-sucedido de Obama.

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Imagem via Flickr de Squirmelia

Luto a alguns cliques de distância

“A imagem e informações dela persistem, como se não tivesse morrido. Além disso, as visitas e mensagens postadas continuam movimentando aquela página”

Psiquiatra Marcelo Feijó de Mello, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O G1 analisa como as pessoas lidam com o luto online.

Os que falecem deixam para trás conteúdo na mídia social: blogs, páginas em redes sociais (Orkut, Facebook etc.), Twitter, Fotos no Flickr e Fotolog etc. Depois da morte, muitas dessas páginas viram locais de homenagem.

Por isso, há quem entregue sua senha para conhecidos, e peça que as contas sejam apagadas após sua morte. Não raro, todavia, a própria família paga para que hackers descubram as senhas dessas páginas e deletem o conteúdo.

Para os que perderam entes queridos, a internet é usada para homenagear os mortos e como forma de procurar apoio, solidariedade.

Via

Blogosfera policial brasileira

Mauricio Stycer escreve, no Último Segundo, sobre o fenômeno da blogosfera policial nacional, conhecida também por blogpol. Atualmente, há 74 blogs mantigos por policias (militares ou civis) que versam sobre problemas internos da profissão (como política salarial) e temas de segurança pública. Também produzem podcasts, mantém contas no Twitter etc.

Segundo a jornalista Anabela Paiva, uma das coordenadoras de uma pesquisa sobre o assunto, “a blogosfera policial traz possibilidades transformadoras para a área, por oferecer canais inéditos de diálogo entre forças de segurança e destas forças com outros segmentos da sociedade.”

Para quem quer acompanhar o assunto, há um agregador de blogs, o  Blogosfera Policial, que reúne conteúdo de diversos blogs. A iniciativa foi de um blogueiro policial.

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Os Trolls estão destruindo as redes sociais?

Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, decidiu excluir perfis que mantinha em diversas redes sociais, como o Twitter. Segundo ele, há problemas de falta de privacidade. Ademais, ele acredita que, nos sites de relacionamento, “os idiotas mandam”.

Não é o único a optar por esse caminho. Por motivos distintos, a escritora Stephenie Meyer abandonou sua página no MySpace. Ela não conseguia mais dialogar com tantas pessoas.

O blog Readwriteweb trouxe um texto sobre o assunto. Pergunta: os trolls - alguém que busca provocar outras pessoas, numa espécie de Cyberbullyingestão destruindo as redes sociais?

Uma das soluções seria coibir o anonimato na rede. Pessoas que não se identificam estariam mais propensas a escrever comentários polêmicos.

No ano passado, o blog Infosfera publicou dez sugestões de como lidar com trolls. Discordo do último ponto.

§ 1 – Não alimente o Troll! O comportamento de um Troll é cíclico. Se você resolver responder de volta, poderá encorajar as respostas desaforadas e provocadoras do sujeito. O alimento do Troll são as suas reações. Com pouco combustível, a apurrinhação acaba.

§ 2 – Não demonstre sua fragilidade. Se responder, tome cuidado para não se mostrar atingido pelos ataques. Isso também alimentaria o Troll.

§ 3 – Modere os comentários. Trolls existem, mas podem ser silenciados. Então, você tem a opção de não publicar os comentários dessa espécie.

§ 4 – Monitore a atividade do Troll. Preste atenção aos comentários, nome de usuário e e-mail do seu Troll. Eles podem ser necessários caso a coisa fique feia.

§ 5 – Penalize Trolls agressivos. Como último recurso, fora da diplomacia, você pode bloquear os Trolls mais insistentes e incomodativos.

§ 6 –  Anti-regra: dê uma sova no Troll. Trolls muitas vezes deixam na reta, como se diz, ou seja, fazem comentários refutáveis. Se você tiver condições de dar a volta por cima e quiser fazê-lo, pode ser uma boa. Mas você pode queimar um importante leitor.

§ 7 – Trolls também lhe conhecem. Muitas vezes a mensagem do Troll começa por “Vamos ver se você publica essa”. É, o Troll está lhe desafiando! Vale a pena publicar? Depende. Ele tem alguma razão no que diz? Se sim, e se você estiver errado, dê o mouse a torcer e publique.

§ 8 – Não se converta em um Troll. Caso você publique o comentário de um Troll, lembre-se, ele é o monstrengo, e não você. Não queime seu filme com o seu público. Trate dos assuntos com cordialidade, ou ao menos sem insultos.

§ 9 – Tente domesticar seu Troll. Não antagonize seus internautas. Será que dá pra entrar em contato por e-mail com o seu “amiguinho”? Quem sabe num outro ambiente ele se converta numa criatura mais dócil.

§ 10 – Lembre-se: Trolls também são audiência. Antes de decidir punir seus Trolls, lembre-se, eles também são audiência. Se você está gerando discussão, e as pessoas estão comentando (pelo bem ou pelo mal), é sinal de que estão lendo seu site/blog/fórum. Você não quer perder audiência, quer?

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Mapa revela as redes sociais online mais populares em cada país

A cor verde representa os países em que o Facebook domina. Todavia, há espaço para outros sites de relacionamento liderarem em diversos países:  Rússia (V Kontakte), China (QQ), Brasil e Índia (Orkut), América Central, Peru, Mongólia e Tailândia (hi5), Coréia do Sul (Cyworld), Japão (Mixi) e Filipinas (Friendster).

Criação de Vincenzo Cosenza, que usou dados do Alexa e Google Trend. Lembra o jogo de estratégia War.

Via

Maioria dos blogs são abandonados logo após início

Reportagem do New York Times revela algo bastante comum:  a maioria dos blogs têm início com boa atualização e depois são esquecidos. O artigo cita uma estatística do Technorati, que revela que apenas cerca de sete milhões dos 133 milhões de blogs indexados pelo sistema são atualizados regularmente. Ademais, apenas cerca de 100.000 blogs geram considerável número de visitas.

Acho que as duas coisas se completam. Muitos deixam de atualizar, após algum tempo, quando percebem que não tem audiência significativa. Ademais, falta a muitos desses projetos um foco, um tema central com o qual os leitores podem se identificar. Enfim, uma linha editorial.

Muitas vezes, se escreve apenas sobre vida pessoal (algo que ocorre também no Twitter). Se a pessoa não for uma boa cronista, vai atrair apenas seus conhecidos.

Entram ainda: falta de hábito de escrever, conteúdo não atraente, desconhecer técnicas de SEO etc.

De toda forma, seria bom outras pesquisas do tipo em relação a outros serviços da web 2.0. O Twitter, por exemplo, não segura grande parte dos novos usuários do serviço.  60% dos internautas desistem do site após um mês. Como comparação, MySpace e Facebook retém 70% dos novos usuários.

Por vezes, sites de relacionamento funcionam como boates: atraem atenção inicial mas depois são abandonadas por outro local quente do momento.

Imagem via ImageShack

Moradores de ruas online

 

O Blog Photo Journal, do The Wall Street Journal, publicou um curioso ensaio fotográfico: moradores de rua que usam laptops. As fotos são de Brian L. Frank.

Um deles, Mr. Pitts, tem perfis no Facebook, no MySpace e no Twitter. Para faciliar sua vida, criou um mapa dos locais com Wi-Fi gratuito, bem como energia, para seu notebook. É muito mais do que muitas pessoas que conheço.

Em alguns casos, a inclusão digital depende de escolhas pessoais. Da mesma forma que há pessoas com educação elevada que pouco leem. Usar a internet apenas para MSN e Orkut é, no mínimo, uma subutilização do meio.

Mas há muito a se conquistar. Atualmente, a população mundial online tem pouco mais de 1 bilhão de pessoas. Democratizar o uso da internet é apenas uma das mazelas sociais do planeta.

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